Ser e não ser

 
Diz a minha experiência que existem, neste tempo e espaço linear e neste mundo de todos os dias - que é paradoxal, desconexo, ilógico e manipulador -, algumas regras (felizmente regras, pois permitem a excepção) simples, facilmente constatáveis (para quem quer ser, ver e sentir e seja minimamente verdadeiro para consigo mesmo, aos olhos nos olhos de si próprio) e que retratam a realidade com singeleza, mínima verdade e ostensiva crueza:
 
1º - entre Amar e Odiar, os seres humanos pululam, a todo o transe e em permanência, por Odiar, que nem sôfregos por qualquer gesto de menor consideração e estima, quanto mais não seja pelos próprios e cada um por si;
 
2º - entre Realizar-se ou Anular-se, cada ser opta pela sua quase anulação intrínseca, que é quase total e generalizada;
 
3º -  entre Saúde e Doença, os seres humanos deste tempo e espaço optam invariavelmente pela doença, seja física, psicológica, mental ou mesmo espiritual, e alimentam-na pior que sanguessugas se alimentam de sangue.
Esta - a doença - é nesta linearidade absurda em que vivem mais barata, mais manipuladora, mais subserviente e mais desresponsabilizante, evitando ad nauseam a identificação das causas (espiritual, emocional ou mesmo física) e a sua cura e auto-cura;
 
4º - entre Consciência e Inconsciência, os seres robotizados deste tempo conhecem só a inconsciência, porque lhes parece ser a única garantia segura e imutável;
 
5º - entre a Liberdade (a sua) e a Escravidão (também a sua), optam pela escravatura, que nem cordeiros mansos prontos para o sacrifício pascal que os anula (os que, atenta à sua natureza, têm algo a ser anulado, entenda-se) na sua condição inalienável de Seres dotados de inteligência a favor de algozes;
 
6º entre Coragem/Vontade e o Medo, escolhem invariavelmente por este, pois este, mesmo fazendo dos mesmos não mais que simples objectos, é mais certo e seguro, qual "apport" do passado que ficcionam que presente e futuro é:
 
A este estado de coisas importa só notar que cada um é um Ser integral e total, que demanda a conjugação do verbo Amar - porque ele mesmo é Amor - e a sua Realização, em Consciência, Liberdade e Vontade.
 
Até porque na existência importa atentar que só existem dois movimentos intrínsecos fundamentais que permitem conjugar o Ser e o ser e o constrói e realiza na sua totalidade e integralidade: um, de cima para baixo (do espírito para a matéria) e de dentro para fora (do centro de cada ser para o exterior).
 
Só neste paradigma - e no caminho específico de conhecimento e que está ao alcance das mãos de cada um - é possível Amar, Realizar-se, ser livre, consciente e genuíno e ter saúde.

Em suma, Viver!

E jamais sobreviver.
 

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